Estudantes do segundo ano do ensino médio da E.E. Lúcia Silva de Assumpção (Pirapozinho-SP), Amanda Rangel e Richard Faria, desenvolvem projetos de iniciação cientifica na área de Ciências Humanas, com temáticas que abordam o problema ligado ao aumento das violências no ambiente escolar. Fake news, cultura da violência, discursos de ódio, dentre outras questões que se fizeram tão presentes na sociedade brasileira dos últimos anos, são conteúdos analisados e debatidos pelos estudantes em seus projetos, nas redes sociais e em apresentações feitas nos eventos acadêmicos que puderam participar durante o ano.
Sob orientação do professor João Marcelo de O. Cezar (Escola Lúcia) e do professor Dr. Hélio Rebello Cardoso Júnior (UNESP-Campus de Assis, departamento de História), os alunos conquistaram bolsas de iniciação cientifica PIBIC Ensino Médio, atuando em projetos que serão desenvolvidos entre 2023 e 2024, intitulados:
- Redes sociais, fake news e a "sociedade do espetáculo": sobre a propagação das violências no ambiente escolar. – Desenvolvido pelo aluno Richard Antonio Nunes Faria.
- Os discursos de ódio e a "banalidade do mal": a cultura da violência, da sociedade para as escolas. – Desenvolvido pela aluna Amanda Rangel Borges Gonzaga.
Em
eventos acadêmicos, os estudantes têm apresentado suas pesquisas, desenvolvido
melhor os temas, adquirido experiência e já estão sendo premiados pelos
resultados obtidos. Participaram do XXXV Congresso de Iniciação Cientifica da
UNESP-Assis, apresentando seus trabalhos de forma individual; e, em dupla,
também apresentaram suas pesquisas na II Feira de Ciências e Tecnologia do Oeste
Paulista. Em ambos eventos houve premiação: no que foi promovido pela UNESP, o
estudante Richard Faria obteve o “Prêmio de Divulgação Cientifica PIBIC EM”, na
área de ciências humanas; já, na feira de ciências, a dupla ganhou o primeiro
lugar na área de ciências humanas (Categoria Master – Ensino Médio).
Iniciativas
como esta mostram o quão importante é aproximar a pesquisa da educação e a
escola da universidade, e o quão revolucionário é compreender que o
conhecimento pode ser gerado desde cedo, em um ambiente escolar que corrobora
com o desenvolvimento e protagonismo de seus estudantes.
Para
que os projetos fossem desenvolvidos, a parceria entre CNPq, UNESP, E.E. Lúcia
Silva de Assumpção e Diretoria de Ensino da Região de Presidente Prudente, foi
fundamental. Por isso, além de parabenizar os estudantes pesquisadores e
professores orientadores pelo trabalho, é importante elogiar os representantes
de cada uma dessas instituições, pelo seu compromisso com a educação e
pesquisa, na intenção de que eles se tornem exemplos, para que projetos assim
possam ser cada vez mais frequentes na rede publica de ensino.