terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Escola Estadual Aníbal Vitor Fava desenvolve o belíssimo projeto: “PORQUE RESPEITO NÃO TEM COR, TEM CONSCIÊNCIA.”

 




Este projeto foi desenvolvido com os alunos do Ensino Fundamental II, tendo a temática central a Consciência da importância do Negro na constituição e identidade da nação brasileira e principalmente, o respeito à diversidade humana e a quebra do racismo e do preconceito.

Teve como objetivo principal favorecer o desenvolvimento da expressão corporal, oral e cultural dos alunos, por meio das apresentações de dança, teatro e exposição de maquetes confeccionadas pelos próprios alunos da Unidade Escolar e a apresentação do grupo de Capoeira do Município de Emilianópolis, promovendo assim a valorização da cultura. Para complementar o objetivo central, foram selecionados os seguintes objetivos específicos:

  •  Valorizar a cultura negra e seus afrodescendentes e afro-brasileiros, na escola e na sociedade;
  •  Redescobrir a cultura negra, embranquecida pelo tempo;
  •  Desmitificar o preconceito relativo aos costumes religiosos provindos da cultura africana;
  • Trazer à tona, discussões provocantes, por meio das rodas de conversa, para um posicionamento mais crítico frente à realidade social em que vivemos;
  • Promover o conhecimento e integração da turma.

Mediante aos objetivos propostos, os estudantes elegíveis aos serviços da Educação Especial também participaram e se envolveram nas realizações de trabalhos como: Pinturas/ Releitura do livro “Menina Bonita do laço de fita, Livro escrito por Ana Maria Machado”. Tivemos a apresentação da dança da música “Waka Waka - Shakira” com as estudantes do 6º e 7º anos. No Ambiente da Sala de Leitura, fizemos uma demonstração de livros relacionados ao tema como forma de cativar o gosto/prazer pela leitura, cartazes sobre conscientizações e o respeito, confecção de maquetes acerca do tema “Zumbi dos Palmares”.

Para que o trabalho se concretizasse significativamente, os professores envolvidos (Istella, responsável pelo Ambiente da Sala de Leitura; Melissa Cabrini de Araujo, de Língua Portuguesa; Ana Carolina Rosa, Professora Auxiliar; Graziela da Sala de Recursos; Rita de História; Vinícius, de Geografia) no projeto contaram com o apoio e parceria da diretora Vanda Leila Armínio Zampieri e a CGP Érica Gois Nicochelli.

A equipe gestora parabeniza a todos os envolvidos direta e indiretamente no consecução do projeto e reitera que para que ações como estas devem ocorrer ainda mais no ambiente de modo que permite aos estudantes compreender os sentidos, os conceitos e significados das situações vivenciadas de forma prazerosa e se sintam mais conscientes da função social que cada um deles tem no mundo que vivemos.


Grupo de pessoas em pé  Descrição gerada automaticamenteProfessoras Ana Carolina, Melissa, Istella acompanhadas das estudantes do e 7º anos Representação da música “Waka Waka” -  Shakira


Apresentação da música “A carne” de Elza Soares



CGP Érica e estudantes Tiffany e Maria Eduarda do 6 ano A (Leitura de textos sobre a Consciência Negra)



Convidados - Grupo de Capoeira, de Emilianópolis


 Estudantes da turma: 7º ano A

 Estudantes da turma: 7º ano A


 Estudantes da turma: 7º ano A


 Estudantes da turma: 7º ano A



 Maquete produzida pela turma: 7º ano A

Maquete produzida pela turma: 7º ano A


Maquete produzida pela turma: 7º ano A



 Estudantes da turma: 7º ano A




Sala de recursos



Estudantes Natália e Maria Vitória



Atividades - 1ª série A

Os estudantes da 1ª série A assistiram juntos trechos do documentário “Consciência negra” da Rádio TV justiça e debateram a importância dessa data para uma sociedade composta de 56% de negros e que ocupam apenas 4% de cargos de liderança no Brasil.


Posteriormente discutiram a relação entre desigualdade racial e desigualdade social, segundo Milton Santos, um dos maiores geógrafos do Brasil.




Trecho do texto discutido em sala (SANTOS, 1998, p. 155):


“A herança nos traz, num País como o Brasil, um modelo cívico subalterno ao modelo econômico. Sempre foi assim. Em todos os tempos, o modelo econômico subordina o modelo cívico, basta ver agora as crises da economia brasileira e a palavra de ordem, dita de cima, segundo a qual quem não está de acordo está contra o Brasil, e a frase, dita até nas oposições, segundo a qual temos que ajudar o modelo. Isso está ligado a esse peso do modelo econômico em oposição ao modelo cívico. Creio que a história dos negros teria muito a lucrar se fosse reescrita a partir de uma visão que propusesse uma nova escrita com base na questão do modelo cívico.


A subalternidade do modelo cívico atrofiou, por exemplo, o debate da previdência no Brasil, assim como atrofia o debate da questão da função pública. Esse debate se empobreceu no Brasil porque se pede aos velhos que cuidem de si próprios, e a sociedade aceita essa demanda hedionda, facilitando a instalação entre nós do projeto segundo o qual os brasileiros assistirão tranquilamente ao genocídio da população – porque é isso que se está preparando. O abandono programado dos velhos, o abandono programado dos pobres, o abandono programado dos negros são três genocídios que estão inscritos no processo político atual e para o qual as vozes dos partidos de oposição são praticamente nulas, porque aceitam o debate nos termos em que está colocado.”



        Segundo Milton Santos, essa relação não pode ser separada, pois 67% das periferias no Brasil são compostas de negros e com o Brasil possuindo 280 bilionários e nenhum negro.  

        Para finalizar esse debate, foi levantado como resolver essa dinâmica de negros serem maioria no Brasil e mesmo assim ser minoria em universidades e cargos de liderança e a solução mais evidenciada pelos alunos foi o sistema de cotas e para sistematizar a aula, bem como o debate, foi apresentada a música “cota não é esmola” da cantora Bia Ferreira.



Referências:

 Bia Ferreira Cota não é esmola - https://www.youtube.com/watch?v=QcQIaoHajoM

 Consciência negra - https://youtu.be/wbNv--cnkAA?si=vxUSesnHiwQ_S6L2

 Milton Santos e questão do negro e o racismo https://professor.ufrgs.br/dagnino/book/export/html/6619


Texto elaborado pela escola.



Parabéns a todos os envolvidos!

PEC - Fábia Cristina